segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Recém-casados, e agora?

O casamento não é mais algo tão almejado pelos jovens da sociedade como era o costume do passado. Hoje, a prioridade gira em torno do sucesso profissional e bem-estar financeiro. Mas isto não é unânime, pois ainda há jovens, principalmente, entre cristãos, que querem ter uma vida familiar bem sucedida em detrimento do sucesso financeiro. Com isto não quero dizer que a família atrapalha ou mesmo é empecilho para uma boa qualidade de vida financeira. Mas falo sobre o que é primazia, ou pelo menos o que deve ser entre família e dinheiro. Os cristãos que têm como alvo o casamento, certamente, tem como prioridade o sucesso, mas não em matéria de dinheiro, e sim dentro do lar. Então, quando se casam, os cônjuges olham um para o outro e perguntam entre si: “E agora, amor, como seremos bem-sucedidos neste nosso relacionamento?”

Os primeiros anos de casado não são fáceis. Na verdade, é uma época em que os cônjuges estão se conhecendo e percebendo quão são diferentes um do outro. É possível que seja a época mais difícil para o marido abandonar o orgulho em prol de amar sua esposa como Cristo amou a Igreja ao se humilhar por ela, ao servi-la, ao sofrer afrontas por ela, ao suportar tudo para propiciar o maior bem para ela, etc (Ef 5.25). Ele pensa que isto revelaria fraqueza, pois está fitando seus olhos numa cultura “machista”, quando a realidade, amar como Cristo amou a Igreja é a grande virtude do marido. Só que por conta que seu olhar ainda não consegue vislumbrar a glória de Deus e também os efeitos benéficos no casamento de agir assim, simplesmente ele não quebra seu orgulho para amar sua amada. Sua expectativa como marido antes de casar era uma, agora, se frustra e não consegue fazer as adaptações necessárias para viver bem com sua amada.

Da mesma forma acontece com a mulher recém-casada. Ela, imersa num cultura extremamente feminista, não consegue compreender a valia de ser uma esposa submissa (Ef 5.22) e, por isso, não quer considerar o marido como o seu cabeça, como o cabeça do lar. Com um pouco, se vê lutando contra o marido em busca de espaço, de mostrar quem é que manda, de florescer a sua feminilidade. Com isto, ela foge da sua grande missão de cooperadora do marido e contribui para a destruição do lar. É muito comum, hoje em dia, existirem lares onde a mulher não respeita o marido como o líder e assim este lares acabam ficando sem uma liderança, contraindo muitos prejuízos.

Para um bom começo, a mulher recém-casada deve fazer a sua parte sendo auxiliadora idônea do marido, completando o que falta no seu homem. Muitas mulheres, no entanto, não gostam da missão de auxiliar, porque a vê como algo ínfimo. Mas, curiosamente, a palavra “auxiliadora” usada para se referir à mulher diante do marido em Gn 2.18 somente é usada em toda a Bíblia para duas pessoas: para a mulher e para Deus. O Senhor é nosso auxiliador e nem por isso ele perdeu o seu valor, ele continua sendo o Deus soberano absoluto. Na verdade, isto não é uma questão de valor, mas de função. Se o Senhor tem prazer em auxiliar, por que, você, mulher, também não O imita prazerosamente? Lembre-se de que o marido tem a função básica de liderar e a mulher a de auxiliar. Agora, se o casal jovem insistir em modificar tais leis, colherão também os frutos amargos de um casamento mal começado.

Muitos casais chegam ao divórcio, pois, descumprindo as leis de Deus para o casamento, as engrenagens emperrarão e não fluirão. Então a pergunta surge: “E agora?” Simplesmente, os dois precisam redirecionar seus olhares, tirar o foco um do outro e o colocar na Pessoa de Cristo. Quando falo assim, claramente, defendo que a primazia não deve ser o lar pelo lar, ou o cônjuge pelo cônjuge, ou resolver o problema pelo problema ou promover a paz pela paz em si, pois, caso contrário, revelaria um propósito terreno e que ficaria aqui mesmo na terra. Na verdade, os dois devem ser submissos ao Senhor, com outras palavras, os dois devem aceitar o senhorio de Cristo em suas vidas. Só há um Senhor, não dois; o casal precisa se conscientizar e aceitar esta verdade. E tão-somente assim, terão alegria no casamento. Somente assim, o marido sentirá prazer em amar desprendidamente sua esposa, enquanto ela sentirá grande prazer de se submeter ao seu homem.

A busca do prazer entre o casal deve partir da satisfação que cada um individualmente tem no Senhor Jesus Cristo, isto é, à medida que amam os mandamentos do Senhor e os guardam alegremente, também amarão prazerosamente um ao outro. É como um triângulo de três ângulos iguais onde, cada vez mais que as pontas de baixo se aproximam da Ponta de Cima, elas estarão uma mais próxima da outra. Quanto mais contentes os cônjuges estiverem na Pessoa de Deus, satisfazendo-se em seus mandamentos, mais e muito mais serão felizes em suas vidas. Diante disto, podemos afirmar que o motivo último da separação de casais, simplesmente, é porque, antes, estão separados de Deus, não desfrutando-o, não contemplando a beleza do Senhor. Ora, se não temos comunhão com aquele que nos ensina o lugar da verdadeira alegria e como obtê-la, logo, seremos destituídos da mesma e infelizes seremos em qualquer tipo de relacionamento.

         Assim a prática da Palavra de Deus deve ser o centro do casamento. É de grande utilidade para um casal que começou agora, meditar nela os dois juntos e fazer resoluções para suas vidas individuais e conjugais. Com outras palavras, realizar cultos familiares periódicos facilitarão ou servirão como metodologia para o casal encontrar prazer em Deus e gozá-lo para todo sempre. Todavia, um alerta! Certamente, é muito fácil transformar algo bom em pecado, com isto quero dizer, que, por exemplo, o culto doméstico não é um fim em si. Senão será legalismo e hipocrisia e com um pouco de tempo veriam que aquele momento religioso estaria ficando frio como uma geladeira. Assim, a reunião familiar em torno da Palavra, isto é, o culto doméstico, objetiva levar cada membro até Deus e tão somente quando as vidas dos jovens casados estiverem diante do Senhor em obediência é que, então, serão alegres e terão sucesso na vida conjugal.

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