segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Brigar contra ou Abrigar refugiados?

Este é um dos temas mais noticiados ultimamente por conta das guerras no Oriente Médio - principalmente na Síria. Enquanto que países abrem as portas, outros as fecham e planejam construções de quilômetros de muros bem altos, reforçados e dispendiosos, como nos tempos das cidades medievais, negando-lhes abrigos. Mas será que esta atitude promove a paz e o amor mundial? É claro que não. No fim, promove mais guerra! Será que não está na hora dos países se colocarem em seus lugares e acolhe-los, recebendo os refugiados por famílias entre as nações em todo o mundo? Certamente, há muitas implicações, porém, antes, de se armar na defensiva, coloque-se em seus lugares e peça abrigo a alguém e sinta o drama de uma porta fechada ou de um muro bem alto dizendo: ‘‘Você não é bem-vindo aqui’’!

Em Mt 2.13-14 o Rei Emanuel recebeu abrigo no Egito, assim como o povo hebreu no passado. A família do Rei não fugia por fome como os hebreus, mas por causa de uma sentença de morte. Aqui percebemos que, de fato, Jesus veio para morrer no lugar de pecadores. Mas não era a hora ainda do Calvário, e sim, do Egito, que não fechou as portas e o Salvador sobreviveu às loucuras de Herodes e permaneceu lá até a morte dele. Ao passo que ‘‘Deus chamou seu Filho do Egito’’, uma expressão citada de Os 11.1, quando falava do modo como Deus havia tirado o seu povo do Egito por amor, usada por Mateus para mostrar o grande cuidado de Deus com o seu Filho. Ela nos revela também que Deus é soberano e faz tudo no seu tempo eterno.

O cuidado de Deus é providenciado aqui pela alteridade. Primeiro, veio a ordem do anjo: ‘‘Pega o menino e Foge para o Egito, José’’. Depois com as portas do Egito abertas. Certamente o Egito fez e ainda faz atrocidades contra o povo de Deus, porém em momentos da história como estes percebemos acolhimento ao refugiado, muito provavelmente com segundas intenções, porém, o que vejo: a providência de Deus por trás ao usar pessoas.

Em Dt 10.19, Deus disse ao povo hebreu de modo simples e direto: ‘‘Ame o estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.’’ Estes textos se aplicam a nós. Também somos desafiados a fazer o mesmo com quem necessita ao invés de despreza-los - ora, somos o outro.

1) Abramos as portas de nossos países para abrigar os desamparados guerreados, cuidando bem deles;

2) Contribuamos com países que abrigam refugiados;

3) Oremos pelos missionários e cristãos em localidades de guerras a terem alegria no Senhor nas tribulações;

4) Oremos por pessoas como Herodes que não são poucos;

5) Oremos por evangelistas para que preguem para os refugiados;

6) Evangelizemos os refugiados.

7) Lembre-se, Deus pode te usar para abrigar alguém que necessita, portanto, esteja sensível à vontade de Deus.

Tibério Bezerra

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