domingo, 18 de setembro de 2016

Dia de Festa e Tormento

Em Mt 2.1-12 temos o relato da visita dos magos ao menino Jesus. Abaixo segue o texto:
Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram do oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo. O rei Herodes, ouvindo isso, perturbou-se, e com ele toda a Jerusalém; e, reunindo todos os principais sacerdotes e os escribas do povo, perguntava-lhes onde havia de nascer o Cristo. Responderam-lhe eles: Em Belém da Judéia; pois assim está escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo de Israel. Então Herodes chamou secretamente os magos, e deles inquiriu com precisão acerca do tempo em que a estrela aparecera; e enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino; e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore. Tendo eles, pois, ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto quando no oriente ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem eles a estrela, regozijaram-se com grande alegria. E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra. Ora, sendo por divina revelação avisados em sonhos para não voltarem a Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho. 
O propósito de Mateus é o de dar mais uma prova da Sua messianidade ao usar Mq 5.2, indicando que o Messias, o Guia, haveria de nascer em Belém e de apascentar o povo de Israel. Mas também o de mostrar a rejeição e aceitação do Rei Jesus, ainda menino.

O que me intriga aqui é que aquele dia deveria ser de festa para os judeus. Mas o rei Hedores ficou ‘‘atormentado’’. Se fosse humilde, entenderia que o seu reinado chegava ao fim e alegremente coroaria o Rei dos reis, anunciando a Sua chegada.

Mas deixe-me acordar! O fato é que Herodes era egoísta, tinha medo de perder o poder, a fama e riquezas, além de ser cruel, mal e completamente descontrolado. Mandou, por exemplo, matar esposa, filhos, a sogra, etc. Quem se intrometesse no seu caminho, não haveria atenuação.

Por causa das suas muitas paranoias, o povo também sofria em suas mãos. Se tivesse de bom humor, haveria bonança, caso contrário, qualquer coisa seria possível. Naquele momento, Herodes não estava nada bem, nem o povo!

Os religiosos poderiam ter tido uma reação diferente. Mas também por medo não manifestaram nenhum acolhimento ao Messias, nem sequer seguiram os magos, antes, desprezaram completamente o Rei.

Não obstante aquele dia trazer tormento para alguns, era festa para outros. Não sabemos quem eram, só a procedência. Agora, o Oriente não era terra de judeus, mas foi de lá que veio a recepção digna que o Rei não teve entre os seus. Eles, alegremente, com grande e intenso júbilo, com atitude de completa reverência e adoração, trouxeram-lhe ofertas, reconhecendo a sua realeza e soberania.

Esta narrativa me leva a refletir nisso: Vale a pena temer aos homens e não a Deus como fizeram o povo? Será que quando preferimos temer aos homens, e aí pense nos seus familiares, amigos, patrões, clientes, governos, professores, etc, a nos submetermos a Deus, vale a pena?

Se agimos assim, significa que eles são nossos guias e não Jesus, significa rejeição a Jesus e não aceitação, a isto leia Mt 10.28: E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo. Se pensar e se convencer disto, é certo que não fará qualquer coisa que não agrada a Deus e que agrada a você e aos homens.

Pense também: do que adianta deter o conhecimento das Escrituras, como os sacerdotes e escribas, se este conhecimento não nos guia a adoramos alegremente ao Deus das Escrituras, se o rejeitamos e não o aceitamos?

A Palavra não é um amuleto, mas o guia da família, trabalho, igreja, e, principalmente, da nossa relação com Deus que nos indicará o temor do Senhor, mostrando-nos que é melhor aceita-lo a rejeita-lo.
Que Deus nos ajude a teme-lo, a adora-lo, a segui-lo!

Tibério Bezerra

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