sábado, 5 de novembro de 2016

Famílias fiéis, igrejas fiéis

“Eu e minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24.15). As famílias apontam a situação da igreja já que é formada por elas, se as famílias vão bem, a igreja também vai. Quando  não há compromisso com o serviço a Deus a partir de casa, o Pastor e os irmãos não podem esperar uma Igreja atuante no serviço.

Penso que nossas obras devem começar primeiramente em nossas famílias, ora, elas também fazem parte do Reino de Deus. O início do treinamento do trabalho cristão deveria acontecer no lar, onde todos conhecem bem a todos. O marido exercendo seu papel de marido, a mulher, o de mulher, o pai, de um pai e a mãe, de uma mãe. Assim, os filhos aprenderão o exemplo de uma família sincera e formarão outras famílias que servem só a Deus tanto na família como na igreja. Obviamente os filhos têm seu papel, o de serem bons aprendizes. Todos, ao cuidarem bem uns dos outros na família, servem ao Rei no seu Reino e se preparam também para o serviço na comunidade eclesiástica que também faz parte do Reino.

Para isto se tornar realidade, Josué ensinou que deve existir o abandono da idolatria no coração (v. 14, 23). Isto é, tudo aquilo que impede o membro da família de inclinar o coração somente ao Senhor. A idolatria é o que impede o bom e simples serviço a Deus. O texto diz: “Agora temam o Senhor e sirvam-no com integridade e fidelidade. Joguem fora os deuses que os seus antepassados adoraram além do Eufrates e no Egito, e sirvam ao Senhor... Agora, então, joguem fora os deuses estrangeiros que estão com vocês e voltem-se de coração para o Senhor, o Deus de Israel.”

Josué tinha convicção de que se as famílias fossem fiéis só a Deus, aquilo repercutiria num bom serviço comunitário voluntário e fiel. Igualmente, este abandono da idolatria deve acontecer a partir de cada coração dentro do lar e então teremos igrejas simples na adoração e serviço. “Simples” não no sentido de modéstia, mas em contraste do que é dividido ou composto. Igrejas onde há apenas um núcleo de adoração e não dois ou mais, um alvo de serviço e não dois ou mais.

Se temos famílias bem edificadas com maridos, mulheres e filhos que servem na família de modo fiel a Deus, sem dúvida teremos pastores, diáconos, musicistas, evangelistas, professores, zeladores, etc. em nossas igrejas idôneos para o serviço eclesiástico. Não teremos problemas, mas serviço bom e voluntário! Do contrário, será que se os maridos, mulheres e filhos de nossas famílias forem infiéis a Deus, poderemos ter pastores, diáconos, musicistas, evangelistas, professores, zeladores, etc. fieis e aptos para o serviço na comunidade eclesiástica? Se sim, então, explique-me que milagre incoerente seria este! Logicamente que não! Marido fiel a Deus, pastor, diácono, evangelista... fiel, marido infiel a Deus, pastor, diácono, evangelista... infiel!

Assim, é importante que cada membro da família faça constantes exames cardiológicos utilizando a Palavra como instrumento, pois, saberá quais as mazelas que o impedem de ter um coração dedicado somente ao SENHOR. Obviamente, cada caso é um caso. O meu pode ser o trabalho, o seu pode ser as programações da tv, o do outro pode ser os estudos, o do outro pode ser as amizades, o de alguns, a própria família, e assim vai.

O ponto é que se não sirvo a Deus em minha família como convém, é porque meu coração está dividido e inclinado para minhas coisas e esta atitude demoníaca enfraquecerá também nossas igrejas além de mostrar que nossas vidas e famílias não estão a serviço do Reino de Deus. Mas lembre-se que quando o crente se converte não tem mais “suas coisas”, agora é uma nova vida, são “novas coisas”, as de Deus. Então viva em novidade de vida na família e na igreja!

Quando nossas famílias estiverem bem supridas de cabeças que conduzem pela Palavra suas famílias ao temor e serviço do Senhor, de mulheres cooperadoras e de filhos obedientes, teremos sem dúvidas um avivamento em nossa igreja. O desejo comunitário na igreja de estar junto de outros que têm a mesma fé não será uma pressão, mas um prazer de corações que amam a Deus e ao próximo, o prazer de servir a Jesus evangelizando os perdidos será algo natural daqueles que possui a semente do Espírito Santo e assim por diante.

Que Deus nos ajude a conduzirmos nossas famílias na fidelidade a Deus para que formemos igrejas fieis a ele.

Tibério Bezerra


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