quarta-feira, 26 de julho de 2017

TRISTEZA e tristeza



Quando pecamos, ficamos tristes. Eu diria que a tristeza em situações de pecado é normal na vida cristã e até mesmo no meio de certas pessoas incrédulas. Só que, porque nosso coração é enganoso e desesperadamente corrupto, temos que responder com consciência e sinceridade uma pergunta: Por que nos entristecemos quando pecamos? Vou facilitar dizendo que só há dois motivos. Veja-os em II Co 7.10: "Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte."
Ou nos entristecemos porque afrontamos a santidade de Deus com os nossos pecados, entendendo que eles mataram a Jesus. Ou nos entristecemos porque não conseguimos suportar a vergonha de termos sido pegos em pecado, porque o orgulho ficou ferido, nossa imagem, manchada, nossa reputação, em descrédito. Neste último caso, nosso olhar é voltado apenas para as consequências do nosso pecado. É como um jovem que engravidou uma jovem antes de casar e agora tem que cuidar do filho. Seu lamento não é pelo delito contra Deus, mas pela situação difícil que vai enfrentar na vida a partir daquele momento. Pessoas assim, gostariam de voltar o tempo apenas para não passar pelas consequências do seu pecado. A tristeza é causada pelo que os outros vão comentar ou deixar de comentar sobre o pecador e não porque afrontou a santidade de Deus, entendendo que seus pecados mataram a Jesus.
O primeiro contato de Paulo com a Igreja em Corinto aconteceu durante sua 2ª viagem missionária onde passou 18 meses entre aqueles irmãos. Saindo de lá soube que a igreja havia se pervertido na imoralidade sexual. Então, Paulo escreveu uma carta denunciando e combatendo aquele pecado (I Co 5.9). A igreja não recebeu tão bem a carta e apresentaram outras questões em resposta. Depois de ler, Paulo escreveu uma segunda carta (I Coríntios) com um conteúdo bastante duro. Se você já leu esta carta, já deu pra notar o quanto Paulo foi incisivo. Entretanto, a Igreja ao invés de reagir bem, passou a ficar ofendida e contra o apóstolo e ainda falsos apóstolos haviam se infiltrado na Igreja e estavam caluniando Paulo e colocando a igreja contra ele. A situação não estava boa entre Paulo e a Igreja.
Paulo escreveu uma terceira carta muito mais severa que as outras duas e enviou por intermédio de Tito. A severidade da carta foi tão extrema que Paulo a princípio se arrependeu por tê-la enviado. Ele pensou que ao invés de faze-los se aproximarem, poderia causar reação oposta e se afastarem mais ainda do apóstolo. Quando Tito chegou trazendo notícias, ele teve alívio. Agora, não tanto porque a carta foi bem recebida, mas principalmente porque se contristaram “segundo Deus para arrependimento” e “não segundo o mundo para morte” (II Coríntios 7.9).
Em sua quarta carta (II Coríntios), Paulo descreve os dois motivos que geram tristeza quando pecamos. Um é vertical, o outro, horizontal. Saber as características destes dois tipos de tristeza nos ajudará a identificar o motivo porque nos entristecemos quando pecamos.
O Motivo Horizontal é a “tristeza segundo o mundo para morte”. Aqui, o motivo é horizontal porque o pesar não é dirigido a Deus, apenas para a sua própria imagem diante das pessoas. É o remorso. Não há arrependimento, mas tristeza pela situação constrangedora diante dos homens que o pecado lhe causou. A pessoa não reconhece seu pecado, mas sente seu orgulho sendo ferido. Não entende que ofendeu a Deus, apenas pensa no vexame que o pecado lhe causou. Não abandona o seu pecado e mais a frente planejará comete-lo novamente.
Não quer tratar ou resolver a raiz do seu pecado. Mas quer resolver apenas os sintomas, porque mais importante é parar de tossir e morrer engasgado com uma semente de melancia que entrou na via respiratória a chamar a atenção das pessoas por estar tossindo! Preocupa-se apenas com a aparência, mas quem vive de boniteza é pavão. A pessoa é tão preocupada com sua imagem que entra em crise existencial, depressão, perde o sono, se desespera, perde qualquer tipo de esperança de um novo começo, se retrai, anda cabisbaixa, não consegue se perdoar e/ou perdoar, fica amargurada, não aceita o perdão das pessoas, passa a ter uma vida de culpa e vergonha. Perceba que sua tristeza serve apenas para afunda-lo ainda mais no pecado e para deixa-lo ainda mais triste.
Pessoas assim, enquanto seus pecados não são descobertos, nunca irão abandona-los, porque o problema pra elas não é a ofensa à santidade de Deus, e sim as consequências vexatórias dos seus pecados e sua auto imagem. Já conversou com alguém que pecou, mas ao invés de assumir seu pecado, jogou a culpa para o outro? A tristeza segundo o mundo geralmente faz isto, porque assumir o pecado seria extremamente vergonhoso. Kevin DeYoung falando sobre isto diz que “Geralmente nos contentamos com remorso. Queremos nos sentir mal durante algum tempo, chorar, lamentar nosso pecado, e falar de quão tristes estamos. Mas não queremos mudar. Não queremos lidar com Deus” (Brecha em nossa santidade, p. 202).
Isto tudo é uma tristeza infrutífera e ineficaz. Por isso este motivo horizontal é uma tristeza para morte e não pra vida. O pecador está morto no seu pecado porque sua vida é em função de si mesma e das pessoas e não de Deus. O verdadeiro arrependimento liberta, porém, ele prefere lastimar os sintomas do lado de dentro da prisão agarrado aos seus delitos e pecados a tratar a raiz deles e ser livre.
Então pergunto, por que nos entristecemos quando pecamos? Será que é por causa da nossa imagem humilhada e envergonhada diante dos olhares dos homens? Por causa das consequências dos nossos pecados? Ou nos entristecemos porque afrontamos a santidade de Deus com os nossos pecados, entendendo que eles mataram a Jesus?
O Motivo Vertical é a “tristeza segundo Deus para arrependimento”. Aqui, o motivo é vertical porque o pecador entende que qualquer pecado, primeiramente, é contra Deus. Sua tristeza é porque feriu a Deus e entende que o seu pecado deve ser tratado diante de Deus. Ele entende que quebrou o padrão de Deus, invalidou a vontade de Deus em sua vida e desprezou o que Cristo fez na Cruz por ele. Ele entende que seu pecado foi a causa da morte de seu Salvador.
José do Egito, por exemplo, não se deitou com a mulher de Potifar, não porque poderia ser pego e perder privilégios ou porque estava zelando por uma imagem de homem "santo", mas porque afrontaria a santidade de Deus caso pecasse. Pense também no encontro entre Natã e Davi:
Natã não disse a Davi: "Por que, pois, desprezaste a fidelidade de Urias e maculou o leito de Bate-Seba?"
Natã disse a Davi: "Por que, pois, desprezaste a palavra do SENHOR, fazendo o que era mau perante ele?" (II Sm 12.9a)
Davi quando se arrependeu não disse: "Pequei contra Urias e Bate-Seba."
Mas disse: "Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mau perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar" (Sl 51.4; II Sm 12.13).
O choro de Davi não foi pela vergonha do seu pecado diante das pessoas.
Mas porque feriu a Deus, porque estava envergonhado diante de Deus.

Quando Deus matou seu filho recém-nascido, Davi parou de prantear pela vida dele, lavou-se, ungiu-se e mudou de vestes, entrou na Casa do SENHOR e adorou a Deus. Quem se entristece segundo o mundo não adora a Deus. A tristeza segundo Deus para arrependimento restaurou Davi, apesar de ter colhido as sérias consequências do seu pecado. Mas não foram elas que o contristou. Foi a santidade de Deus que deixou Davi aos prantos e também a morte de um animal inocente que ofereceu por seus pecados, pois um inocente morreu em seu lugar. Davi sabia que aquele animal não resolveria seu problema diante de Deus. Ora, como o sangue de um animal poderia pagar pelos pecados de um homem? É obvio que não podia. Ele sabia que não seria um animal, mas o Messias que Deus providenciaria que faria justiça gratuitamente em seu lugar. Aquele sacrifício, então, apontava para algo superior mais a frente. Obviamente ele não sabia dos detalhes revelados no Novo Testamento, isto é, de Jesus Cristo na Cruz, mas ele cumpria aquele sacrifício sabendo (ou com fé) de que era um símbolo de algo (ou melhor, Alguém) maior que estava por vir. Ele cria na promessa de um restaurador que resolveria o problema do mal pregada e ampliada desde o Eden (Gn 3.15). Até este dia chegar, ele cumpria a lei de Deus com esperança. A tristeza de Davi consistia no fato de que seu pecado implicava na morte deste descendente. 
O filho pródigo também se entristeceu com o seu pecado, não por causa da situação pobre, miserável e vergonhosa que o pecado trouxe para sua vida, mas porque simplesmente pecou contra Deus.
Agora, isto não quer dizer que o pecador se torna indiferente com as pessoas ou não precise pedir perdão a elas. De modo nenhum! Ora, "Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas" (I Jo 2.9). É obvio que temos que dar satisfação à nível horizontal. O filho pródigo também se entristeceu por ter pecado contra seu pai e também pediu perdão a ele. Davi consolou Bate-Seba depois da morte de seu filho e se redimiu com ela. Paulo destacou as marcas da contrição da Igreja de Corinto em II Co 7.11: "Porque quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados! Que defesa, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vindita! Em tudo destes provas de estardes inocentes neste assunto."
Paulo nos ensina que a pessoa triste segundo Deus para arrependimento olha para as pessoas não com motivação egocêntrica ou como o centro das atenções, não pensado no vexame da sua imagem, mas com seriedade depois que pecou, com desejo de reconquistar as pessoas perdidas, com indignação contra seu pecado, com desejo de restaurar relacionamentos, com o coração aberto para receber a correção e restauração devida e apropriada e, principalmente, com o desejo de temer ainda mais a Deus que é a pessoa mais ofendida. Foi isso que Paulo destacou na vida dos que se arrependeram naquela Igreja.
Por exemplo, pense em seu casamento. O que te deixa triste?
É o fato de você ter pecado contra Deus ao agir pecaminosamente com seu cônjuge? E então, pede perdão a Deus e ao próximo?
Se for isto, você será restaurado!
Ou é a vergonha que você sente das pessoas de fora, dos filhos e mesmo do seu próprio cônjuge e pode até verbalizar da boca pra fora um pedido de perdão?
Se for isto, você nunca será restaurado!

Evidentemente, o pecado envergonha e humilha o pecador diante das pessoas também. Mas não é nisto que consiste a tristeza do crente, e sim, o fato de termos afrontado a santidade de Deus  e o entendimento de que nosso pecado matou o Cordeiro santo. O Catecismo de Heildelberg fala que tristeza segundo Deus “significa estar verdadeiramente arrependido pelo pecado, odiar o pecado mais e mais, e voltar às costas para ele” (idem, p. 201).
A tristeza segundo Deus gera, então, genuíno arrependimento e não remorso. A palavra arrependimento significa mudança que começa na mente e gera transformação nas atitudes, ações e reações, emoções e gostos. Calvino define como "o verdadeiro voltar de nossa vida para Deus, um voltar que brota de um temor puro e sincero de Deus; e consiste em mortificar nossa carne e o velho homem, e no vivificar do Espírito” (idem, p. 199).
Thomas Brooks disse que “Arrependimento é o vômito da alma” (idem, p. 198). Quando vomitamos é porque algo de ruim está dentro de nós e com o vômito sai de dentro de nós. O pecado nos deixa mal diante de Deus e queremos abandona-lo. O desejo aqui é tratar com seriedade não apenas os sintomas, mas principalmente a raiz do problema.
Agora cuidado para não pensar que esta tristeza é um tipo de barganha com Deus. O crente arrependido entende que Deus perdoa o pecado não porque chorou pouco ou muito, com muita ou pouca intensidade, fraco ou forte, como se Deus olhasse para o miserável e dissesse: "Chore mais um pouco, com mais intensidade e mais forte que aí eu te perdoou". Bem, não é isto! Deus nos perdoa simplesmente e tão somente baseado no pagamento efetivado dos nossos pecados pelo Filho. Ele mesmo gera dentro de nós por meio do seu Santo Espírito a contrição necessária para arrependimento genuíno. Com outras palavras, se não houvesse a bendita Cruz de Cristo, não haveria possibilidade de tristeza para arrependimento. Senão, Deus seria injusto por perdoar pecados sem que estes fossem devidamente pagos! Deus não inocenta o culpado sem que seus pecados sejam devidamente quitados!
O ponto aqui que quero dizer é que a pessoa triste segundo Deus para arrependimento confia seus pecados a Jesus, tendo a certeza que não será mais punida por quaisquer um deles, porque foram encravados na Cruz e cancelados de graça todo escrito de dívida que Deus tinha contra nós. "Encravados? Como assim?" A lista dos crimes de um criminoso daquela época era encravada na Cruz com ele para que todos soubessem o porquê estava sendo condenado. Isto servia até como exemplo para quem fosse lá vê-lo não cometer aqueles mesmos pecados, senão, já saberia qual seria seu destino. A cruz era um dos piores e mais cruéis métodos de sentenciar a morte de uma pessoa, porque a pessoa sofria por horas antes de morrer.
Nossos pecados foram encravados na Cruz de Cristo. Quando passavam em frente à Cruz de Cristo, as pessoas liam não os pecados de Jesus, pois é santo, santo, santo! O que elas liam eram os meus e seus pecados pontuados numa lista discriminada e pormenorizada escrita na horrenda Cruz com o sangue escarlate de Jesus. Deus imputou (colocou) todos os pecados dos eleitos na conta de Jesus que pagou por cada um deles na tão terrível e maldita Cruz. Cristo se responsabilizou por nossos pecados, assumiu cada um deles. E é por isso, e só por isso, que nos entristecemos: porque nossos pecados afrontaram a santidade de Deus e entendemos que eles mataram a Jesus Cristo!
No entanto (e portanto), o verdadeiro arrependimento gera alegria e não pesar, alívio e não culpa, reconciliação com Deus e não afastamento de sua santidade, comunhão com as pessoas e não inimizade. Este tipo de tristeza não nos deixa na lama! Não nos deixa cabisbaixo ou com vergonha! Não nos deixa arrogantes, orgulhos ou jactanciosos! Não nos faz pensar em nossa imagem, em nossa glória, em nosso respaldo, em nosso crédito diante das pessoas! Não é morte! NÃO! Esta tristeza nos levanta, faz-nos sentir nojo do pecado e distância dele, faz-nos submeter à vontade de Deus e viver uma vida de alegria. Porque aquele que se entristece para arrependimento sabe que não deve mais nada a Deus, sabe que Deus não pode e não vai mais cobrar o pagamento dos nossos pecados, simples e unicamente, porque Cristo recebeu e suportou a ira do Pai em nosso lugar.
No Antigo Testamento, existia uma figura que representava a ira de Deus, era o cálice transbordando. Por exemplo, em Isaías 51.17, o profeta fala do cálice da ira de Deus. Este cálice de ira que Deus tem em suas mãos será derramado sobre os ímpios contra toda impiedade praticada por eles (Sl 75.8). Com outras palavras, isto é a condenação eterna, é o juízo de Deus. A Cruz é exatamente o esgotamento deste cálice em relação a todos os eleitos de Deus. Jesus Cristo na Cruz esgotou completamente o cálice de ira de Deus bebendo-o completamente. Não ficou uma gota sequer de ira contra os eleitos. O tribunal dos crentes em Cristo aconteceu na Cruz (agora não estou falando do Tribunal de Cristo de II Co 5.10). Jesus nos declarou pessoas justas diante da lei de Deus, diante da santidade de Deus, porque foi punido por nossos pecados e nós, os pecadores, fomos deixados impunes "tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus" (Rm 3.26).
É por isso que Jesus nos chama: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomais sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve" (Mt 11.28-30). E também diz: “Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujos pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado” (Rm 4.7-8). E ainda diz: "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus" (Rm 5.1-2). E mais uma vez: "Bem-aventurados os que choram porque serão consolados” (Mt 5.4).
Deus nos chama a nos contristar como Davi: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor; por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões. Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me do meu pecado” (Sl 51.1-2). Deus nos convoca à contrição porque é "rico em perdoar", porque "As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque suas misericórdias não têm fim; renovam-se a cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele. Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca" (Lm 3.22-25).
Então pergunto, por que nos entristecemos quando pecamos? Por causa da nossa imagem humilhada e envergonhada diante dos olhares dos homens? Ou porque afrontamos a santidade de Deus, entendendo que nossos pecados mataram a Jesus? Lutero em sua primeira tese das 95 teses disse: "Nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo... quis que a vida inteira dos crentes fosse de arrependimento" (idem, 196). Eu termino dizendo: "Nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo... quis que a vida inteira dos crentes fosse de tristeza segundo Deus para arrependimento".

4 comentários:

  1. Antes de fazermos alguma coisa, pensemos se isso vai afrontar a santidade de DEUS. Isso, logicamente, vai nos ajudar a recuar do delito prestes a ser cometido.

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  2. Mensagem edificante.

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    1. Obrigado, Mainha. Amo-te. Ore sempre por mim e minha família. Abraços.

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